Está catalogado como um romance mas não é uma autobiografia,
parece um ensaio mas não é ficção. É imaginação.
É escrito por quem sabe, para quem ama escrever. E quem ama escrever, ama este livro. Porque só quem ama ler, ama escrever.
É um livro sobre a escrita, sobre os escritores, para os que escrevem, para os que lêem.
«Ando há muitos anos a tomar notas em diversos caderninhos com a ideia de fazer um ensaio em torno do ofício de escrever. É uma espécie de mania obsessiva dos romancistas profissionais: se não morrem prematuramente, todos eles sentem, mais cedo ou mais tarde, a urgência imperiosa de escrever sobre a escrita».
«Porque os romances nascem assim, a partir de uma coisa ínfima. (...) Este corpúsculo inicial pode ser uma emoção ou um rosto entrevisto numa rua.»
«Ser romancista é conviver harmoniosamente com a louca de cima. É não ter medo de visitar todos os mundos possíveis e alguns impossíveis. (...) O romance é a autorização da esquizofrenia.»
Rosa Montero mostra para quê escrever. O tempo dirá se as portas da minha A Louca da Casa foram abertas.