domingo, fevereiro 15

já que se escreve sobre amor...

Gente, não vou à bola com o são valentim, para mim é mais um dos muitos capitalistas deste mundo, mas já que se fala de amor, mando-vos um poema de amor escrito por mim à mais de oito anos, mas que ainda hoje guardo na memória com prazer e alegria. Já recebi criticas ao meu ultimo texto, de que era amargo, pois é, acho que quando o escrevi era para ser amargo, mas quando o voltei a ler à uns dias atrás achei-o doce. Um Grande Abraço a todos.

Libélula, agora que tudo entre nós e para nós
parece nada
agora é que te quero dizer tudo
agora que finalmente esse todo
pode ser nada
agora queria que sentisses que entre nós
é tudo

quero dizer-te… libelinha

quero que guardes todo o esplendor
do som
do cheiro
da visão
do tacto
do paladar
de mim a dizer-te ao ouvido

libelinha… Amo-te

hoje, agora
depois do nada
depois de tudo
depois do amor
depois da infância
depois da dor
depois da anciã
depois do depois
depois, apenas depois

quero que guardes de mim um calor
que guardes de mim um odor
não quero que guardes a dor

Quero que leves e guardes o Amor.