Pois é verdade sim senhor, a Marta tem toda a razão e já ganhou o direito de recomendar por mim, porque à muito tempo que ambos sabemos bem os gostos um do outro e os respeitamos muito.
Resiste... que grande filme, muito bom, que lindas musicas, que grandes actores, gostei muito.
Se estamos agora pelos cinemas, existem um cem número de filmes que amei, fico muito feliz com este blog, porque começo também a ver que exite um outro cem número de filmes que ainda não vi e que provavelmente ando a perder muito com isso.
De todas as recomendações que já vi por aqui, muitas delas ainda não vi, algumas delas até é dificil encontrar em Lisboa para ver, mas os amores perros é fabuloso, apesar de ser pesado. O fabuloso destino de amelie, é daqueles filmes estranhos para mim, a primeira vez que vi, amei, adorei, fiquei mesmo apaixonado pela amelie, mas a segunda vez que vi já não achei tanta piada... não sei explicar porquê, sei que tenho esta mania de ver várias vezes os filmes que gosto, existem até alguns na minha lista que já vi mais de uma dezena de vezes.
Marta estavas comigo quando fomos ver o Cinema Paraiso a um Cinema na Costa da Caparica? que parecia o velho cinema paraiso?
Tenho este defeito grave, quando entro numa sala de cinema fico absorvido pelo filme e esqueço-me sempre com quem é que vou ao cinema.
La Belle Epoque, de Fernando Trueba, penso que também se esqueceram deste, é maravilhoso, já vi umas tantas vezes e consigo sempre rir um pouco mais e ficar um pouco mais maravilhado com o velho anarquista.
Cinema Paraiso é claro, por tudo.
Lost Highway, do Lynch, pelo raciocinio matematico e surreal, pela musica e pela subtileza brutal como trata o ciume.
o já muito falado In the Mood.
Ultimamente vi dois filmes do Bergman e amei os dois, o problema é que agora só me lembro do nome de um deles, o sétimo selo.
já que estamos também numa de citações, deixo-vos uma citação de «A Paixão do Jovem Werther» de J.W.Goethe
"(...) Isto veio reforçar o propósito de, no futuro, me guiar apenas pela natureza. Só ela faz o grande artista. Pode dizer-se muito em favor das regras, mais ou menos o que se pode dizer em louvor da sociedade burguesa. Quem se oriente por elas, nunca produzirá nada de mau gosto ou prejudicial, assim como quem se deixa modelar pelas leis e pelo bem-estar não se tornará nunca um vizinho insuportável ou um suspeito malfeitor; mas, diga-se o que se disser, é inegável que as regras destroem o verdadeiro sentimento da natureza e a sua verdadeira expressão! Dirás tu: «Isto é demasiado rígido!, as regras são apenas um limite, aparam as cepas carregadas», etc. Bom amigo, queres ouvir uma comparação esclarecedora? Acontece o mesmo com o amor. Um coração jovem está todo preso a uma rapariga, passa o dia inteiro junto dela, gasta todas as suas forças, os seus bens para lhe manifestar, a cada momento, a sua entrega total. Supondo que aparecia um burguês de vistas curtas, ocupando um lugar público, e lhe dizia: «Meu jovem senhor, amar é humano, mas deveis amar humanamente. Deveis repartir bem o vosso tempo, umas horas para o trabalho, outras para descanso e recreio, dedicadas à amada. Avaliai os vossos bens e, daquilo que sobejar das vossas necessidades, não vos impeço que lhe deis um presente, embora não com demasiada frequência, por exemplo no dia dos anos ou do santo homónimo», etc. Se o rapaz seguir estes concelhos, dará uma pessoa muito aproveitável, e eu próprio aconselharei qualquer príncipe a nomeá-lo para o colégio dum qualquer serviço público; mas a história de amor acabou-se e, se ele for artista, a sua arte também. Ó meus amigos, porque irrompe a torrente de genuíno tão raramente, porque será que avança tão poucas vezes qual maré impetuosa, abalando as vossas almas em espanto? Caros amigos, a resposta é que, nas duas margens, vivem, impassíveis, aqueles senhores cujas casinhas de campo, canteiros de túlipas e hortas seriam inundados, pelo que, em tempos de diques e canais, sabem defender-se do perigo ameaçador que se avizinha."
Abraços e Beijos a todos.