quarta-feira, junho 23

a calma

A calma tem a face da lua.
A calma é um penso rápido
Colado, sobre a pele nua,
Do burburinho e do ruído.

A calma abraçou-me na rua
Deixou-me sem vida, sem sentido.
Calma triste, penosa e crua,
Calma murmurada ao ouvido.

A calma deixou-se aproximar,
Trancada na bagagem do tempo,
Arrastada numa onda do mar,

Consumiu a força do momento,
Abrandou a fúria do vento,
Calou bruta este pensamento.