Bom não sou o brise continuo, até porque de continuo não tenho quae nada e de brise... também duvido. Isto por aqui; - aqui, agora, significa a minha vida; - não está muito fácil, dei uma vista de olhos pelos ultimos posts e como a ritinha, eu também ando mal de finanças, neste momento estou sem net em casa e por isso tem sido muito dificil acompanhar o nosso blog. Por outro lado tenho exame dia 16 de setembro, para ver se é desta que acabo com esta interminável aventura de tentar ser um arquitecto licenciado, acho que se tudo correr bem, depois vem a interminável aventura de tentar ser um arquitecto pouco frustrado.
Para quem fez anos parabens, nunca fui muito bom em datas e acho que nunca vou ser...
Tenho lido muito, na verdade acho que nunca li tanto como nos ultimos tempos, neste ultimo mês li: "O Idiota" de Dostoievski, " A Peste" do Camus, "Amor em Tempos de Colera" do Garcia Marques, " A Infãncia" do Gorki e neste momento estou a ler três romances e mais 2 livros de arquitectura. Ando num ritmo louco de leitura, ganhei um novo vicio, já não consigo dormir sem ler. Neste momento estou a ler "os vagabundos" do Gorki que não é um romance mas sim um livro de contos. Estou a ler "Meia noite todo o Dia" do Hanif Kureishi que tambêm é um livro de contos e estou a ler o "Homem Revoltado" do Camus que também não é propriamente um romance mas muito mais um ensaio filosofico. Quanto à arquitectura e para quem se interresa por sociologia, politica, arte e arquitectura, aconcelho vivamente a leitura de dois livros que estou quase a acabar neste momento: "la an-estética de la arquitectura" de Neil Leach e a "Ideia Construida" de Alberto Campo Baeza.
Não vou agora me alongar sobre os livros que li recentemente, até porque estou com pouco tempo neste momento, apesar do tempo ser sempre o mesmo e passar sempre à mesma velocidade. Quando acabei o idiota fiquei muito desiludido, o livro não tem um final, daqueles finais à francesa, !e como nós somos influenciados pela cultura francesa!, mas com o passar dos dias, aquelas personagens tão contraditórias, tão reais, não me sairam da cabeça e continuaram comigo. O amor em tempo de colera é muito bonito, não me tocou por aí alêm mas gostei da escrita e da história mas acho que devia ter lido o livro a alguns anos atrás para ter gostado verdadeiramente dele. A Peste do Camus não é mau, como é obvio, gosto muito da escrita e da forma narrativa do Camus, mas convesso que gostei mais do ensaio sobre a cegueira do Saramago, que penso serem "parecidos" e comparáveis, talvez o ensaio sobre a cegueira esteja mais relacionado com o nosso tempo. A infância do Gorki é simplesmente maravilhoso, com a infância do Gorki percebi como provavelmente os escritores russos têm um "estilo" à parte. Adorei a escrita, crua, directa, cheia de adjectivos contraditórios e virgulas, adorei o fim, que é um principio de uma continuidade qualquer, fiquei maravilhado com o Gorki e acho que só vou para de lê-lo quando acabar a obra dele, que felizmente o meu pei tem toda. Neste momento estou a ler os vagabundos e depois acho que vou ler a mãe.
Quanto ao Homem Revoltado é sem duvida um bom livro, desconhecia a faceta mais filosofica do Camus mas estou a gostar quase tanto quanto gostei do estrangeiro.
Os Livros de arquitectura são já um antecipar da proxima fase académica da minha vida. quando acabar a licenciatura tenho que estagiar seis meses para me darem o diploma, e para isso, tenho duas alternativas: ou faço um estágio profisionalizante, ou seja fico seis meses a fazer o que já fiz durante seis anos mas sem ganhar dinheiro nenhum, ou escrevo um trabalho teórico, acompanhado por um professor da faculdade. escolhi a segunda hipotese e por isso a partir de Outubro, (se tudo correr bem no dia 16) tenho seis meses para escrever um trabahlo sobre o tema que escolhi: A importância do conceito de Lugar na Arquitectura comtemporanea. Quanto a este assunto vou aproveitar o nosso blog para pedir à Marta se ela pode procurar em Espanha livros de um teorico da Arquitectura espanhol, muito bom por sinal, que é professor em Barcelona, chamado Josep Muntanola, aqui em Lisboa não consigo encontrar nada, Marta de tiveres tempo e encontrares alguma coisa apita.
Bom acho que o meu post já vai longo de mais, tenho saudades de todos, até dos que não conheço pessoalmente.
Um Grande Abraço.
Luis Severo