A "Igreja" tem três hipóteses:
1) Tentar refutar as inverdades;
2) estar caladinha, como quem diz, é tão absurdo que nem merece comentários;
3) admitir as inverdades (dizendo quais os factos verídicos e os fantasiados) e explicar o contexto em que foram geradas, numa optica de minimização de estragos, como um filho que conta a verdade ao pai na esperança de um castigo suavizado.
A primeira já foi tentada, aquando do primeiro livro que deu inicio à polémica, o Holy Blood Holy Grail (cujos autores agora processam o Codigo da Vinci...!), e não teve bons resultados, com os investigadores contratados pelo Vaticano a "desertar" confirmando as incoeirencias.
A segunda é aquela que me parece estar a ser tentada agora. Acho que este "romance" deveria era estar a causar ainda mais polémica, pois é realmente algo polémico, algo que poderia abalar completamente as fundações da Igreja Católica. Por outro lado, para quem verdadeiramente acredita, talvez a forma de criação do mito seja apenas um pormenor, ele próprio um romance (que de facto o é). O que nos leva à terceira via.
A terceira dificilmente virá da própria igreja, pois os riscos seriam grandes. Acontecerá quando esta começar a perder significativamente os seus crentes, aí sim, puxará pela cabeça para arranjar explicações que minimizem os danos, que esperemos [as explicações] se venham a basear na verdade e não em novas e bem magicadas fantasiações. Será que ainda estaremos cá para ver?