A gente tem-se desviado saudavelmente do tema, mas de vez em quando é bom voltar à base...
na mesa de cabeceira está já lida toda a ficção curta do Oscar Wilde, mais a peça A importânica de ser Ernesto e metade da Salomé - tudo lido em voz alta como forma de adormecer a Nicola à noite - mas confesso que adorei todos os contos. Está também lido o Ensaio da Lucidez - ficou muito áquem das espectativas. Estou a meio da Minha Vida, da Suzana Flag, heterónima do grande escritor e dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues - tem um certo glamour. Comecei também o Getting Even do Woody Allen, basicamente porque estava à procura de material para as noites de leitura do grupo de teatro e já percorri umas quantas crónicas sempre a rir. Em lista de espera estão um montão, e no topo está A Theory of Everything: An Integral Vision for Business, Politics, Science and Spirituality do Ken Wilber e um outro sobre os meandros macabros da família Bush.
Filmes... tenho andado a devorar kurosawas atrás uns dos outros, por esta ordem - 7 samurais, ran, rashomon, hidden fortress, kagemusha e throne of blood... entretanto revisitei The Tango Lesson, da Sally Potter, mais pelas coreografias de dança do que pela discussão metafísica do que é ser judeu, e ontem vimos Sunset Boulevard, um expectacular clássico de Billy Wilder com performance extraordinária de Gloria Swanson. Pelo caminho também ficaram dois Mike Leigh - All or Nothing e Life is Sweet, mas se por um lado aprecio o estilo simples e sem estrelas, por outro o low middle class british suburb way of life começa a se tornar depressivo - tinha já visto o High Hopes. Para críticas de cinema mais profundas e incisivas queria apontar-vos para o blog do meu amigo André.
Por agora é tudo o que me lembro, abraços e beijos! (onde andam?) : )