...«uma marca do poeta para quem o poema não é um objecto autónomo e perfeito, mas algo que decorre do próprio fluir da vida, ligado a uma temporalidade que é a da suposta experiência vivida. Por isso é que a forma diarística surge com frequência. Não se trata tanto de fazer do poema (ou da prosa poética) uma anotação do quotidiano, mas de transfigurá-lo poeticamente, elevá-lo a uma espécie de condição mítica, onde ele adquire verdadeiramente sublimidade.»
António Guerreiro, num artigo sobre Al Berto, no Expresso de 1998-fev-7