segunda-feira, fevereiro 9

Marcada para a vida

A resposta à pergunta de qual o livro que mais me marcou é uma resposta pluralista.
Tocou-me "O pequeno príncipe" de Saint Exupéry (mas quase todas as pessoas que o leram se sentiram profundamente tocadas e enternecidas, talvez seja essa a razão de este não ser bem um livro mas sim um fármaco receitado por psicólogos ou psiquiatras exercendo na nossa praça); amei dois livros do sociólogo Francesco Alberoni "O voo nupcial" e "Enamoramento e Amor" (há quem diga que este sociólogo não acrescenta nada aos nossos pensamentos e filosofias acerca dos nossos sentimentos e pulsões); talvez o livro que mais me apaixonou tenha sido "A tragédia da Rua da Flores", do nosso querido Eça (eu sou suspeita porque sou uma eça-queirosiana convicta e não abro mão), mas também delirei com "Os Maias", "O primo Basílio", "Prosas Bárbaras" entre muitos outros escritos do meu herói literário; "O perfume" de Patrick Süskind é, para mim, de uma brutal genialidade (e quero mesmo dizer brutal); adoro tudo sobre Kafka (muito alternativo e pesado, mas gostos não se discutem), "O Covil", em particular, é hilariante (onde é que já se viu um lobo esquizofrénico???? Nos livros de Kafka.).
Existam muitos mais livros que deixaram a sua marca na minha alma, uns por me transportarem a lugares longínquos e maravilhosos, outros por me mostrarem outras realidades e culturas, outros pelo seu carácter crítico e outros ainda porque estão simplesmente muito bem escritos.
Ficam por citar muitos autores pelos quais nutro uma imensa admiração, entre eles Isabel Allende, Susanna Tamaro, Pedro Paixão, Miguel Esteves Cardoso (acerca destes dois últimos até conheço umas fofocas engraçadas do tipo de um escrever um livro em resposta a um ultraje feito pelo outro), Oscar Wilde, Balzac (o Eça francês), Natália Correia (muito exigente em termos de vocabulário rebuscado), Mia Couto, João de Aguiar e tantos, tantos outros.