quinta-feira, março 25

Marta e não só

Depois de fazer uma retroespectiva nos posts, permitam-me reavivar o assunto dos 11’s.

Um desabafo, dirigido à Marta, mas que é para todos nós:
Martinha, para ti, um forte abraço silencioso. Por mais que eu tente perceber o que se passou por aí, acho que nunca vou conseguir compreender.
A 1ª preocupação foi saber se estavas bem mas será que, depois do que se passou, é possível ficar mesmo bem?!... as marcas devem ser tão profundas que provavelmente o sossego não voltará a ser o mesmo?!... E como não consigo compreender, tento encontrar uma explicação positiva para algo tão sórdido.
E só encontro uma resposta: este acontecimento trágico servirá ao menos para nos acordar a todos desta dormência em que vivemos muitas vezes, pensando que somos imortais, omnipotentes e insubstituíveis, preocupados com o nosso umbigo.

Ocorre-me uma frase que li algures: “Se os homens aprendessem a conviver com a morte seriam mais felizes”. Ou seja se soubéssemos que íamos amanhã não existia, viveríamos mais felizes porque empenhávamos todas as nossas energias em ser mais felizes, hoje e agora, e em fazer os outros mais felizes. Esqueceríamos disputas, diferenças, rivalidades, identidades e seríamos mais solidários e mais verdadeiros. E pelo que descreves, querida Marta, é isto que está a acontecer aí.

E por isso acredito que esta tragédia que nos chocou a todos, trará ao menos algo de positivo porque motivará muitos de nós para mudança. Uma mudança para melhor. Uma mudança para uma forma de viver mais humanizada, mais atenta aos pequenos detalhes do dia-a-dia, mais atenta a nós próprios e aos outros.

Desculpem reavivar este assunto, mas precisava de o fazer e assim aproveito-me escandalosamente de vós e desta lareira.

Bruno e os outros: as semelhanças entre os 2 filmes “Lost…” e “In the Mood…” são de tal forma evidentes, que quando saí do Lost a 1ª coisa que fiz quando cheguei a casa foi escutar a banda sonora do In the Mood. Agora, depois da digestão, apesar de ter gostado muito do Lost, continuo a preferir a subtileza e a fotografia sublime do Wong Kar Way. Mas parece-me que a Sofia, quando amadurecer mais um bocadinho, não ficará muito longe. Aguardemos o seu próximo filme.

Finalmente, vocês são todos lindos! Quais seres humanos dotados de uma sensibilidade fantástica!
Um sorriso solarengo para todos!

PS: E que tal se o jantar for em Madrid?